O Anacleto

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quarta-feira, setembro 22, 2004

Tempo de autocrítica: estará o Bloco a aburguesar-se? O caso de Ricardo Antunes

Também é para isto que serve O Anacleto: para vigiar os nossos próprios desvios. Fui, como sempre vou à 4ª feira de manhã, ler o Participação (o boletim do Bloco sobre temas do trabalho). Eis o que encontrei, pela pena do Ricardo Antunes (também tu, Ricardo?), no artigo "Perenidade e Superfluidade do Trabalho":

Como consequência das significativas mutações que ocorreram no mundo da produção e do trabalho, nas últimas décadas do século XX, tornou-se frequente falar em "desaparição do trabalho" (Dominique Méda, 1997), em substituição da esfera do trabalho pela "esfera comunicacional" (Habermas, 1991 e 1992), em "perda de centralidade da categoria trabalho" (Off, 1989), em "fim do trabalho" (como Jeremy Rifkin, 1995), ou ainda na versão mais qualificada e crítica à ordem do capital (como em Kurz, 1992), para citar as fomulações mais expressivas.

Ricardo, vou ser directo: isso é uma linguagem burguesa! O trabalhador não percebe nada do que dizes! "Esfera" para aqui e "esfera" para acolá, "centralidades"e "ordem do capital" (isso é uma ordem religiosa, ou quê?) e um gajo a ver papéis. Vamos lá a acabar com esse paleio e a pôr as coisas nos devidos termos. O que importa dizer é: Abaixo o neoliberalismo! Abaixo o capital! Bush = Bagão! Santana és um sacana! Viva O Bloco! Rosas = Che! E acabou-se.