O Anacleto

Um Blog Alter. Charros. Aborto. No Bush.

quinta-feira, setembro 23, 2004

Noam, a mim ninguém me engana: foi o Bush que acabou com a URSS (Bush = Hitler)

Por falar em valores seguros, quem nunca nos deixará ficar mal é o nosso guru Noam Chomsky. Mostro só duas das mais lúcidas posições sobre a miséria deste mundo entregue ao fascismo neo-globalizador e ao liberalismo neo-fascista que se podem ler no blog dele. Por exemplo, sobre Cuba, Noam mostra-nos que, se pudesse, Bush já teria invadido (Noam prefere a palavra "estrangulado") a ilha dos resistentes. Razões? É muito fácil:

O sistema de saúde cubano é um espinho cravado no lado de Washington, bem como a sua indústria biotécnica. (...) [No entanto,] um ataque a Cuba é improvável, a menos que haja uma tal erosão interna que já não exista defesa signficativa contra uma invasão. Mesmo os falcões da administração percebem que não faz muito sentido atacar alguém que se consegue defender a si mesmo

Não é só a indústria biotécnica cubana, Noam, é sobretudo a indústria bioética, com a prosperidade, a abundância e a liberdade sexual (aqui é preciso pagar qualquer coisa, mas O Anacleto está consciente das correcções ao sistema que será necessário fazer no futuro) que vigoram em Cuba.

Depois, mostra-nos Noam como sempre foi repugnante a política externa do monstro ianque. A seguir a ter demonstrado que Bush (ou lá quem era) colaborou com os nazis durante a II Guerra Mundial, mostra-no como Reagan (ou lá quem era) atacou cobardemente a URSS em 1918:

[Os EUA] intervieram [na Rússia], juntamente com outros poderes ocidentais, em 1918 (...). A intervenção foi bastante do tipo Norte-Sul (...): os Bolcheviques estavam a prosseguir um caminho de desenvolvimento independente naquilo que tinha sido uma colónia virtual do Ocidente, o que é intolerável em si mesmo, e para além disso havia grande receio, até aos anos 60, que esse desenvolvimento fosse tão bem sucedido que pudesse servir de modelo para outros, mesmo nos países industriais. (...) A estrutura da relação e conflito não é muito diferente de uma série de países do terceiro mundo que se deslocaram para o que pode ser chamado internamente "desafio bem-sucedido" e um possível modelo para os outros, [sendo esta] a razão básica para a intervenção militar, a subversão, o terror e o estrangulamento económico [por parte dos EUA]

É isso mesmo. Destruída a matriz, resta consolarmo-nos com modelos como o Irão, a Coreia do Norte, com alguma sorte a Venezuela ou o Brasil. Com eles, ainda há esperança no mundo. Triunfaremos, Noam, triunfaremos. Não podemos é desistir.